Patrício Júnior para o Blog da Armação

Patrício

Patrício

Patrício foi nosso diretor de criação. Começou na publicidade em 1998. Conseguiu seu primeiro estágio no segundo semestre de Comunicação Social. Trabalhou em grandes e pequenas agências de Natal, algumas das quais se orgulha, outras que adoraria esquecer.
Ano passado resolveu dar uma mexida nas coisas: largou tudo e fui estudar publicidade na Espanha.
Quem o trouxe de volta foi Jener, para fazer a campanha de Vober. Depois da campanha, foi trabalhar na RAF.

O que significou pra você ser diretor de criação da Armação?
Foi uma época de muito aprendizado e autoconhecimento. Eu já tinha tido duas experiências como diretor de criação interino antes de chegar à Armação, mas isso não diminuiu o tamanho do desafio. Investi muito em técnicas de gestão de pessoas e estímulo da equipe. Mas o mais importante foi que me diverti muito. Tenho excelentes memórias da agência.

Durante quanto tempo você ocupou esse cargo?
Creio que fiquei pouco mais de três anos, não lembro direito.

Como você via a Armação nessa época?
Eu enxergava a Armação como um grande laboratório em que eu podia colocar em prática muitas das coisas que eu acreditava. Acertei algumas vezes, errei outras, mas o mais importante foi que me diverti muito.

Como você vê a agência hoje? O que mudou de lá pra cá?
Tenho amigos na agência e sinto muito carinho por todos, tanto pelos que trabalharam comigo como pelos novos, que vieram depois da minha saída. O atual diretor de criação, João Saraiva, era redator na minha época e me orgulho de vê-lo neste cargo agora. Jener se tornou um grande parceiro, sempre com bons conselhos e valiosas ajudas. Além disso, tem Eduardo, Modrack, Mônica… enfim, amigos do peito dentro e fora das agências.

Quais as campanhas que marcaram você na Armação?
Lembro com muito carinho de uma campanha de rodapés de jornal que fizemos pro Incor na Copa de 2006. Fazíamos um anúncio por dia, com títulos referentes aos jogos do dia. Eu e João nos revezávamos na criação desses textos e sempre tentávamos surpreender um ao outro. Com quase um mês de duração, no final a gente já nem sabia de quem era a idéia: um dizia uma coisa, o outro rebatia, seguia nesse bate-bola e de repente surgia um título legal. Lembro também da criação do padrão de comunicação da Abreu Imóveis. Eu e Eduardo Gewehr (diretor de arte) pesquisamos a fundo diversos padrões e concebemos um manual de comunicação pra imobiliária muito completo, repleto de indicações sobre a publicidade do cliente, desde o slogan até o posicionamento gráfico. Era uma espécie de guia para a publicidade do cliente, norteando padrões de leiaute, de texto, de foto. Foi muito cansativo, mas muito mais gratificante.

Qual a campanha mais desafiadora e por quê?
Fiz uma campanha de Outono-Inverno pra Toli em que fui apresentar o material sem levar nenhum leiaute. Todos pensavam que eu estava louco. Mas o que eu tinha na cabeça para esse material não poderia ser apresentado de outra forma. Na hora em que a reunião começou, exibi no telão um clipe de Madonna (“Human Nature”) e disse: essa é a campanha. A equipe do cliente se empolgou com a ousadia e topou o desafio de autorizar a produção da campanha sem ver nenhum leiaute antes. O mais estimulante foi ver a equipe da Toli, de estilistas a diretores, criando a campanha junto comigo, propondo fotos, locações, objetos de cena.

Um momento inesquecível na Armação.
Quando Jener me chamou na sala dele pra dizer que iria me enviar pro Maximídia em São Paulo. Ele sabia que eu estava doido pra ir e então resolveu me sacanear: disse que eu tinha que sortear alguém da criação para ir pro evento por conta da agência, mas eu não poderia participar do sorteio para garantir a idoneidade. Eu quase enfartei. Depois de alguns minutos de tortura, ele falou a verdade. Aí eu quase enfartei de novo.

Uma pessoa inesquecível da Armação.
Claro que é Neidinha, a copeira fashion. Genuína, divertida, sempre bem humorada e dona da fórmula secreta de um dos melhores cafezinhos do mundo!

Um recado para a galera.
Alguém tá sem job? Rs.

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3 Responses to “Patrício Júnior para o Blog da Armação”

  • patricio disse:

    são seus olhos, jener, são seus olhos. he he he.

    valeu pelo espaço, galera. saudade de todos!

  • Jener disse:

    Sim, pela foto você vê que ele é i-n-t-e-r-n-a-c-i-o-n-a-l.

  • Jener disse:

    Ritxinha, tudo bom por aí? Acabei de ler a entrevista de Patrício. Claro que gostei da entrevista e você pode publicar este comentário, embora eu, só de sacanagem com ele, não vá elogiá-la. Faço isso pq sei que ele detesta elogios. Mas que ele é um senhor profissional, isso é. Parabéns a você e a ele.

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