Archive for junho 26th, 2009

A Terra ficou pior

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Eram pouco mais de 19:30 de ontem, 25 de junho, quando Zé Marcelo entra na sala de aula, me chama e diz de longe: “Michael Jackson morreu!”
- não entendi..
- Michael Jackson morreu, repetiu ele.

Depois de comunicar a todos, tive uma rápida ausência daquela aula de Marketing de Varejo e assisti instantaneamente um filminho que começou em agosto de 1977, passou por dezembro de 1980, correu pela Praça da Paz Celestial, pela África de Mandela, pelas ruas de Theerã e voltou a Los Angeles.

O repicar de cenas entrecortadas não considerou que Michael Jackson vendeu 750 milhões de discos, que Thriller foi o álbum que mais vendeu no mundo, que não faz muito tempo que o mundo esteve dividido entre os que o defendiam e os que o acusavam.

Nada disso passou na minha cabeça.

As cenas traziam Elvis Presley, o eterno rei do rock, com um fim tão parecido; John Lennon, que cantou a paz; aquele chinesinho que parou uma fileira de tanques e a certeza de que o mundo dos bons acaba primeiro. Não se sabe por que.

Não me preocupam as esquisitices de Michael Jackson, alguém já disse que de perto todos somos meio doidinhos mesmo, mas a ausência de um dos mais completos e geniais artistas contemporâneos sem que ele tivesse tido tempo de dar a tão esperada volta por cima.

Acredito, sim, que a excursão que ele começaria agora em julho o faria ressurgir como ele sempre foi: técnico, inovador, emocionante.

Certamente que aqueles que o destruíam há tão pouco tempo hoje estão chorando de saudade e reverenciando hipocritamente o homem que desde ontem, com sua morte, virou mito.

É assim mesmo, o mundo é mau.
Mas certamente o céu vai ficar melhor.

Jener Tinôco

Revistas de luxo – um dos mercados mais promissores do mundo

Notícias de uma galeria em Londres que inova as artes plásticas; as últimas informações do maior torneio internacional de hipismo; objetos de desejo e roteiros de viagens muito especiais; raridades; clássicos e vanguarda cultural; as melhores bebidas, marcas, lugares; editorial de moda com a top número um do mundo e acessórios das mais refinadas (e caras) butiques do país.

Talvez essas pautas estejam um pouco distantes do leitor médio, como são chamados 95% dos consumidores de revistas do Brasil, mas, para uma classe bem definida e historicamente formadora de opinião, os assuntos interessam e fazem parte da sua vida. Definidos como ‘leitores de luxo’, compõem uma pequena fatia da sociedade que engorda nosso Produto Interno Bruto (PIB) e faz a economia girar constantemente. Para eles, o básico e o comum não estão nos planos; o que interessa é o charme, o glamour, o desejo, o exclusivo, a alta qualidade indiscutível, temperados com vaidades e autoafirmação.

No Brasil existem, ainda, publicações que tratam de produtos acessíveis apenas aos consumidores de luxo. Caso das revistas Náutica, Aero Magazine, Avião Revue, Gabriel, Polo, Golf e Iate, e outras. O consultor e especialista em mercado de luxo Carlos Ferreirinha aponta uma diferença muito grande entre elas. “Estas publicações são focadas em uma atividade de luxo. Eles se especializaram demasiadamente em apenas um segmento. O resto é tempero. Mas as revistas de luxo em si trazem generalidades, têm um comportamento de glamour. Elas precisam estimular pela harmonia de generalidade”, descreve Ferreirinha.
No país, existem várias revistas para atender a esse segmento, repleto de peculiaridades. A primeira coisa a lembrar é que, independentemente do que recheia suas páginas, todas praticam o jornalismo.

Folhear uma revista de luxo é uma experiência à parte. O papel, invariavelmente, tem ótima qualidade; as fotos são melhores que as de publicações comuns e o design é impecável. As propagandas alimentam o sonho de consumo de milhões de pessoas; as reportagens são diferenciadas; as pautas, inusitadas e chamativas; os colaboradores são renomados especialistas. O leitor ávido por informação e visual de qualidade pode até comprar uma dessas revistas, mas não deve se chocar ao saber que não é o público alvo. Este, ao contrário, as recebe no conforto e na privacidade do lar, em um envelope tão especial quanto a primeira capa.

Diferentemente da maioria das publicações, as revistas de luxo não dependem da venda em bancas e de assinaturas para existirem. Não têm números atestados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), o que absolutamente não prejudica a gorda publicidade. Ao contrário, sua verba vem, quase totalmente, dos anúncios. Isso confere ao departamento comercial importância absoluta. Um diretor de redação chegou a comentar em off que faz uma pré-seleção dos anúncios.

Para atrair leitores, cada revista aposta em um conceito. A Wish não se preocupa com o mundo das celebridades.
A A Magazine aposta em uma tendência diferente. Coloca em suas capas personalidades conhecidas do mundo da moda, com chamadas pequenas e diretas.
A revista Versatille aposta em celebridades conhecidas do público em geral como Carmo Dalla Vecchia, Marisa Orth e Maria Fernanda Cândido.

Fonte: páginas exclusivas do Portal da Comunicação

Diário de Bordo
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